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Mostra no Rio expõe intimidade de Machado de Assis
Fonte: Folha de São Paulo
Caio Jobim
colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio
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No ano em que se celebra o centenário da morte de Machado de
Assis, uma exposição revelará um pouco de sua intimidade.
Objetos pessoais, livros de sua biblioteca particular,
primeiras edições de suas obras, manuscritos, textos
elogiosos, críticas arrasadoras, instalações, filmes,
documentários e fotos estão na exposição "Machado Vive", que
começa hoje no Rio, no palácio Austregésilo de Athayde, sede
da Academia Brasileira de Letras.
Na mostra, com curadoria do poeta Alexei Bueno, o escritor
se torna personagem, e a ficção fica em segundo plano,
escondida atrás de encadernações antigas de suas próprias
obras ou dos livros de seus mestres. |
Imagem registra
Machado aos 25 anos, foto será exposta pela 1ª vez |
"São 14 módulos em uma disposição ao
mesmo tempo cronológica |
e temática em que a obra, que é o mais importante,
está representada em seus livros e manuscritos, mas achei importante
contextualizar a relação de Machado com a família, seus amigos e
inimigos, e com o Rio antigo", diz Bueno.
O passeio começa na casa em que o escritor nasceu, na chácara de
dona Maria José de Mendonça Barroso, onde seus pais moravam como
agregados - retratada no canto de uma foto panorâmica do morro do
Livramento. Termina em seu leito de morte, em espaço que reproduz
livremente o interior do sobrado em que o escritor viveu no Cosme
Velho.
Do último capítulo de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", todo de
negativas, que encerra a mostra, "Machado Vive" capta a essência:
nega a morte da memória, como o personagem que volta à vida depois
de morto para recriar sua existência, e transmite a todas as
criaturas o legado de nossa mais alta literatura.
Machado Vive
Quando: de seg. a sex., das 10h às 17h; até 30/12
Onde: sede da ABL (av. Presidente Wilson, 203, tel.
0/xx/21/3974-2500)
Quanto: entrada franca |
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